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09/07/2016

O outro lado da cama, agora está vazio.



Não é bancando a que sabe tudo mas eu bem que te avisei. Te informei direitinho o lugar em que terminava meu limite de paciência, a linha tênue que eu construí entre o amor e o desapego, quantos passos você deveria e lhe era permitido dar para que não atropelasse minha liberdade. Praticamente te dei um manual de instruções sobre mim para que justamente não acontecesse o que aconteceu: que eu me desse conta de que não suportaria mais.

Você testou todas as minhas forças, eu me esforcei demais por você e só me decepcionei com isso. Definitivamente, eu aguardaria o tempo que fosse necessário para escutar você dizer que me amava e que isso fosse sincero. Eu te pedi tanto para não fazer com que eu tivesse vontade de desistir de nós, me manter interessada em qualquer coisa é muito difícil e você sabia disso. E quando eu estive disposta a ficar interessada na nossa história em correr contra o tempo para que ele passasse a nosso favor, você decide me apunhalar pelas costas e destruir tudo, completamente tudo o que eu fiz o impossível para que não fosse desfeito.

Não é uma coisa fácil, essa de estar em um relacionamento em que apenas uma das partes está decidida em fazer dar certo. Eu não poderia ceder o que era da sua responsabilidade ceder, eu não tinha como manusear os seus movimentos para que você fosse no melhor caminho. Eu fiz muito por nós e nem pense em agora, colocar a culpa em mim. Nós fizemos do nosso amor uma disputa, medíamos nossas forças a cada manhã para ver quem estaria melhor treinado para vencer do outro. Sei lá onde estava nossas cabeças quando fizemos essas coisas, mas o chato é que era eu quem tinha que dar o basta sempre. Te fazer cair na realidade, olhar com mais carinho para nós dois. Era impossível a tarefa que você me deu, a de tentar fazer com que seus olhos vissem nosso amor de um jeito mais bonito.

Na maior parte do tempo as escolhas eram suas. Era você quem escolhia o restaurante, a comida, o filme do cinema, a altura do meu salto para que eu não tirasse a sua masculinidade e virilidade ficando mais alta que você, olhando tudo isso agora foi ridículo, e foi mais imbecil ainda a forma como eu achei tudo isso normal. Nós não deveríamos ter passado daquele “oi”, só por ali já dava para prever que isso não ia dar certo. No momento, sou eu quem faz as escolhas. Eu escolhi não ocupar mais espaço no seu armário, não sujar mais a louça, nem querer o maior sofá para mim. Estou escolhendo não escolher você e, colocar em primeiro plano eu mesma. Sabe, é tão bom ser responsável apenas pelas minhas escolhas é um alívio notar que o peso que você trazia para mim vida já não existe mais.

Pra quem quer saber: eu estou bem. Solteira e livre. Livre de todo o sufoco de sustentar um relacionamento sem futuro. Completamente feliz ao ver que você, já não decide mais o que eu faço, o que eu sou e também por saber que amanhã eu não vou ter que acordar e ver o meu lado o meu adversário. O outro lado da cama estará vazio e só será preenchido na hora em que eu encontrar um companheiro e, eu não estou preocupada com o tempo que isso possa demorar.

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Fiquem com Deus e até mais!

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