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08/06/2016

Você já se perdoou alguma vez?



Todo mundo tem um passado, meio óbvio eu dizer isso, mas é uma boa introdução para o que quero, realmente, te dizer. Por vezes eu tentei de todas as formas possíveis seguir em frente, digo e repito: de todas as formas possíveis. Intensifique essa parte o máximo que puder. E eu percebia que tinha sempre algo, uma coisa que eu não sabia o que era que me fazia volta e meia, retornar para o mesmo ponto inicial. Era frustrante não saber lidar com aquilo e passei a acreditar que reviver o passado havia se tornado a minha rotina. Mas ainda bem que percebi que não.

Mas existe um motivo muitas vezes desconhecido por muitos, que é o que nos faz nunca conseguir seguir completamente em frente.  Você pode querer me dizer que são as lembranças, a saudade, o fato de não ter aceitado o fim de algo, mas sinceramente, não tem nada a ver com isso. Deve conhecer bem aquele típica palavra: perdão. Já conseguiu notar como quem pede e recebe o perdão do outro sente como se tivesse tirado um caminhão de cima das costas? Já teve a oportunidade de ver a mesma pessoa conseguindo seguir com a vida e não guardar mágoas ou medo do passado? Já pensou que o mesmo perdão que é concedido de uma pessoa para a outra, também deveria ser concedido de você para si mesmo?

O auto perdão foi o que fez com que eu não sentisse nem um pouco de rancor da minha história e muito menos da parte em que você participou. É mais ou menos como se fosse um diálogo seu para consigo mesmo:

-“me desculpa?”

- “ te desculpo.”

Eu me culpava do por que eu vivi aquele tempo com você se na nossa última conversa, que foi quando terminamos, você fez tudo parecer tão errado, tempo desperdiçado, que não voltaria nunca mais para que eu pudesse não te conhecer e escrever outras linhas na minha história, linhas essas, que não teriam sequer espaço para caber seu  nome.

A culpa era tanta, mais tanta, que eu não sabia onde as guardava, já que cada parte do meu ser estava completamente ocupado por todas elas e já não havia mais espaço. Queria que o tempo retroagisse e agora agisse da forma correta, da forma em que eu não sentiria tanta raiva desse tempo que passou, que eu sentisse orgulho de ter vivido com você. Mas não era possível, cada segundo que passava estava ali para me mostrar que o relógio não iria parar esperando que eu me recompusesse e ficasse pronta para a próxima.  Foi então que eu pensei: como perdoar alguém se não consigo me perdoar?

Eu tinha raiva, cara, era muita raiva de tudo, de ter sentido amor por você, de ter te colocado na minha vida e dedicado os minutos, horas e segundos que passamos juntos, só para te fazer feliz. Mas onde eu estava com a cabeça, pensando que tudo foi em vão? Nada foi e nem é em vão, as coisas acontecem por estarem escritas para acontecerem e não há culpados ou motivos de odiar o passado se quando ele foi presente te fez tão bem.

- Eu precisava te ver para lhe dizer tudo isso. – sorri nervosa – Sei que deve ter se assustado, afinal, são 23:00 hras e eu estou aqui, de pijama na porta da sua casa te dizendo um monte de coisas que eu descobri. Contando para você que as minhas descobertas, podem de alguma forma, fazer com que você consiga também eliminar todos os fantasmas do passado. Eu me lembro bem, você tinha muitos.

Ele me olhava curioso, abaixou o olhar, pegou minha mãos e depositou ali, um beijo.

- Sabia que uma garota tão fantástica como você, não poderia em hipótese alguma, não saber lidar com as coisas difíceis da vida. Eu estou orgulhoso de você e feliz por saber que você não guarda de mim um sentimento ruim e muito menos, tem nojo da nossa história.

Sorrimos sem graça. Ele tinha razão, era bom poder olhar para aquele rosto e não sentir como se ele fosse o pior erro da minha vida. Era bom lembrar e ser grata por tantas e tantas vezes, no ombro dele, ter chorado e ter sido confortada.

- Sem rancor? – questionou estendendo sua mão para mim.

- Sem rancor. – afirmei.

- Sem lembranças ruins? – minha vez de perguntar.

- Completamente. – respondeu.

- Sei que não fomos o melhor um para o outro, mas também fico contente que tenhamos perdoado nossos erros. – completou e mexeu no cabelo.

O silêncio se fez presente.

- Se perdoou? – perguntamos juntos um para o outro.

“A sincronia aqui talvez não tenha sido perdida ainda.” – pensei.

- Me perdoei. – afirmamos ao mesmo tempo e sorrimos aliviados.

Às vezes o que você precisa, é simplesmente não procurar culpados. Olhe para si, e descubra se o que te prende é não conseguir entender o erro do outro, ou então, nunca ter conseguido entender e aceitar seus próprios erros. O perdão parte de alguém para alguém, mas não se torna menos valioso quando é um presente seu para você mesmo.

Deixo um questionamento: você já se perdoou alguma vez?

Deixem seus comentários.

Fiquem com Deus e até mais!

4 comentários:

  1. Lindo texto! Já passei por uma situação parecida, e ainda bem, consegui meu auto perdão. Mas demorou, e, até lá, a sensação de amargura não passava de jeito nenhum. É bom viver muito mais leve assim :) Foi um prazer enorme conhecer seu blog. Beijos!
    Blog Vintee5 | Canal Vintee5

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    Respostas
    1. Oi Lu!

      Realmente o auto perdão é algo demorado. Primeiramente porque temos que descobrir o que há de errado e convenhamos: é muito mais simples perceber o que faz mal pro outro do que notar o que está nos fazendo mal. É preciso ter um olhar crítico para o nosso interior e tentar achar onde está o "erro". Depois que isso é feito,fica fácil né?

      Foi um prazer ter você aqui. Venha mais vezes.

      Beijos!

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  2. Muito bom, o perdão é algo inexplicável de tão bom,
    ainda mais o auto perdão, nos faz muito bem!
    beeijos

    http://www.feminicescorderosa.com/

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    Respostas
    1. Oi Brenda!

      De fato é um sentimento maravilhoso. Espero que cada vez mais pessoas, consigam fazer esse agrado para si mesmo.

      Obrigada pela visita.

      Beijos!

      Excluir

Obrigada por ler o post, espero que tenha gostado. Deixe o link do seu blog para retribuir a visita.Venha mais vezes por aqui, vai ser um prazer ter você como leitor(a).

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