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11/01/2016

Histórias Cruzadas: Julieta da vida real



Capítulo I.

Nossa como eu adoro dias chuvosos, eles são dias perfeitos para pensar na vida, andar como se nada estivesse acontecendo, eu me sinto livre em dias chuvosos, me inspiro com o frio e a brisa gélida que passa por nossa pele fazendo os pelinhos se eriçarem. Mas enfim, eu tenho muitos nomes, muitas caras... Mentira, cara eu só tenho uma mesmo. Queria que ficasse igual aqueles livros onde o personagem é marcante e misterioso. Mas vamos ao que interessa. Devem está se perguntando o porquê de alguém como eu está relatando esse tipo de texto aqui no blog Sonhos na Bolsa, não sei se vocês se lembram, mas Thayná já postou algo sobre mim por aqui. Foi o primeiro post do “ Espaço do leitor”, um post chamado “Um amor nada comum”. Era uma oportunidade e tanto para desabafar minha história maluca com alguém sem me expor totalmente, e eu escolhi vocês.



Então, como teve uma grande repercussão, a Thayná me convidou a postar um pouco sobre essa fase “de amores” da minha vida em capítulos. Eu ainda não sei quantos exatamente vou postar para relatar tudo o que pretendo, mas eu sou assim, sempre imprevisível, o que não é comum, pois cancerianos (sou do signo de câncer) sempre gostam de pisar em solo conhecido. Para vocês, eu serei Julieta. Não sou uma personagem criada da imaginação de um autor qualquer, sou uma pessoa de verdade, como você aí do outro lado da tela do computador, eu ainda não sei porque o universo me escolheu para ter uma vida, digamos, tão turbulenta assim. Acho até que o destino resolveu brincar comigo, mas as vezes me pego pensando que isso é bobeira, o que todos devem achar que realmente é, mas só Deus sabe das minhas crenças malucas.

Como eu disse no outro post, tudo começou quando eu era ainda muito nova, eu e meus pais morávamos na casa dos meus avós. Eles estavam passando por uma crise, mas eu, por ser muito nova nem sabia direito o que estava se passando, mas sabia que não era boa coisa, sempre fui muito intuitiva. Eu estudava numa escola relativamente perto da minha casa, eu lembro que era em frente a uma padaria, eu tinha uns 3 ou 4 anos, possivelmente lembro disso porque até hoje passo lá em frente. Mas, eu ainda consigo me enxergar fazendo todas as peraltices naqueles corredores, brincando com meu fiel amigo de pelúcia, uma miniatura do Barney, meu ídolo na época. Era tudo muito legal, eu tinha uma vida simples, tudo com o que eu tinha que me preocupar era se minha mãe havia colocado um lanche gostoso na minha lancheira, pois nem com as tarefas eu me preocupava, ainda me pergunto como eu consegui aprender a ler. Eu, como sempre, muito dedicada, da pra perceber né?

Mas tinha um problema, eu sofria bullying, e eu nem sabia o que era, mas só sei que me sentia muito chateada, as meninas me jogavam areia e ditavam um ditadura desigual de sexos em que meninas não podiam brincar com meninos e vice-versa, e adivinha quem desde pequena sempre adorava brincar com os meninos e suas brincadeiras de ação? Eu, claro. Até hoje prefiro a companhia masculina para algumas coisas, mas não desmerecendo amizades femininas, tenho várias também. Naquela época eu nem imaginava que o menino da lancheira azul que chegou na classe iria se tornar alguém tão importante na minha vida. Ele era meu melhor amigo, quem sempre passava a hora do recreio comigo e me defendia das “meninas malvadas”. Olha aquela escola era uma mini graduação para Reginas Georgie, convenhamos.

Ele sempre brincava comigo, tínhamos nossas fantasias, e imaginações. Todo dia era uma coisa diferente, até que num belo dia, quando a professora nos liberou para bagunçar na sala, eu e Henrique - o menino da lancheira azul. - decidimos transformar a mesa da professora em um carro de corrida. Nada demais até aí, exatamente “até aí”. Depois disso não sei o que deu na gente, mas por alguma força orbital, sobrenatural (mentira gente não sou tão supersticiosa assim), nós, duas crianças, impulsionados pela fase da curiosidade nos beijamos.

Não foi um beijo na bochecha, não. Foi na boca mesmo. Agora todo mundo deve está horrorizado lendo isso, mas quem nunca assistiu “Meu primeiro amor” e ficou suspirando na hora do beijo dos personagens, que eram CRIANÇAS, ao lado da lagoa. Não foi como se estivéssemos nos corrompendo, era algo puro. Sim puro, se perguntem o que deve passar na cabeça de uma criança para beijar outra e na cabeça de um adulto bêbado na balada? Pois é nada. Mas o bêbado já conhece as segundas intenções em sua cabeça, as crianças só querem saber como funciona o mundo. Foi só um beijo inocente.

Mas enfim, daí se formou um amor tão puro e ingênuo que nem eu mesmo conseguia classificar o que era, não conhecia tal sentimento, afinal, eu só tia 3 ou 4 anos de idade. Mas eu realmente admirava e tinha afeto pela pessoinha que apesar da idade sempre se metia em confusões para me defender com unhas e dentes. Mas por causa desse “beijo inocente”, minha mãe, que tem a cabeça avoada, me trocou de escola, porque segundo ela isso era algo de sete cabeças. Mas eu não a culpo, ela só queria me proteger. Eu sempre fui muito precoce, e esperta, ela deve ter se assustado.

Separados pelo universo, o contraditório universo maternal. A partir dali eu nunca mais o vi, ou melhor achava que nunca mais o veria. O senhor destino teria nos preparado mais uma brincadeira.

(Continua...)

Meus amores, o que você acharam dessa nova proposta do blog? Acho que é sempre bom contar histórias que sirvam de inspiração, e a Julieta vai trazer para vocês a vida dela, contada em detalhes. Estou muito ansiosa para saber a opinião de vocês, como sempre isso é muito importante.

Ainda não sabe o que é o Espaço do Leitor que a Julieta disse ter participado?
Esse é um espaço aqui do blog que é exclusivamente de vocês. O usem como um diário, para desabafar e contar para nós( mantendo sua identidade em sigilo), e usando um nome fictício ou apenas a primeira letra do seu nome. Esse lugar é de vocês, contem suas histórias, e tenham no fim o meu conselho. Espero que confiem no blog para isso.

Deixem suas opiniões nos comentários, e quem está ansioso para saber mais sobre a Julieta?

Até mais e fiquem com Deus!

Sigam no insta: @sonhosnabolsa

6 comentários:

  1. Nossa, Thayná!
    Eu estava bem entretida na história quando de repente, eu leio "continua...". Ah não viu... Já quero mais, já quero ler mais, já quero ficar imaginando essas cenas na minha cabeça! Palhaçada isso viu HSUAHSUAHUSHA.
    Sério, eu gostei bastante, eu quero mais, meu Deus! ❤️

    http://makingcolorfilm.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Oi!
      Cortei o teu barato né, Emilly? hahahaha
      Essa história vai render alguns capítulos ainda, e fico animada por saber que ela deixou você curiosa.
      Beijos!

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  2. Respostas
    1. Oi Nuno!
      Que bom te ver por aqui novamente.
      Obrigada pela visita e pelo comentário.
      Beijos!

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  3. Aii, adorei a história, mas esse continua acabou comigo hehehehe
    Ansiosa pela continuação :)
    Amei o blog e já estou seguindo :D
    Beijos
    BlogCarolNM
    FanPage

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    Respostas
    1. Oi!
      Esse continua deixou você curiosa também? hahahaha
      Volte aqui mais vezes, prometo não deixar vocês na mão, ok?
      As continuações virão.
      Beijos!

      Excluir

Obrigada por ler o post, espero que tenha gostado. Deixe o link do seu blog para retribuir a visita.Venha mais vezes por aqui, vai ser um prazer ter você como leitor(a).

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