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17/08/2015

Depende de nós




Não sei se vamos nos ver semana que vem, nem se hoje você vai continuar gostando de mim na mesma intensidade que ontem. Se eu vou ter vontade de falar com você para contar as novidades, da promoção que eu recebi no meu emprego, se vou ficar contando as horas para você chegar em casa, ou ficar louca para que chegue o fim de semana para que fiquemos juntos. Não sei se ainda vai ter um pouco de  verdade, quando tantas mentiras forem contadas, se você ainda vai querer me apresentar para sua família depois de ter me visto ter uma crise de raiva. Não sei se ainda vai ter interesse em mim depois de me ver na TPM, ou brigando com você porque sempre deixar tudo fora do lugar.



Se as palavras que te fazem sentir especial para mim serão ditas na mesma intensidade que antes, ou a gente vai perder o costume de se amar. Se vai ter uma flor de plástico em meio a um buquê com rosas verdadeiras só para você vir com o clichê de que vai me amar até a última morrer, e eu sorrir. Não vou encontrar nos livros do Nicholas Sparks coisas que condizem com a nossa real historia, e muito menos que você vai reviver a nossa vida em textos quando nossas mentes forem incapazes de reproduzir as lembranças que um dia foram tão fortes. Sei lá, quem sabe a gente perca  a vontade de se importar um com o outro.

 Que você não suponha mais o nome dos nossos filhos, nem que eu sonhe em me casar. A rotina estrague nosso conto de fadas e mesmo que enxerguemos tudo isso não vai importar, vai ser normal, porque ali eu verei que não somos tão diferentes dos outros casais que já vimos por aí, aos montes, jogando todo o amor e carinho no chão como se fosse algo velho e sem importância. Passando por cima um do outro porque o que eu quero é mais importante do que você quer, e vice e versa. Seremos o inverso de tudo o que dissemos que íamos ser , e seremos justamente aquilo que sempre dissemos não ser. Teremos contradições trombando com o nosso relacionamento em cada momento. E isso não vai nos preocupar.

O amor vai se acabando aos poucos, e vamos ver que talvez ali seja a hora de por aquele ponto final que sempre prometemos não existir. Mas naquela época que eu não sei se vai ser contada em dias, semanas, meses, ou anos, achávamos que ia ser pra sempre, que se ele não existisse, a gente inventava, mas não contávamos que a nossa imaginação fosse tão curta para criar algo tão duradouro. Mas a gente se engana não é mesmo?  A gente sonha e não realiza, ama mas não o suficiente, quer mas não consegue, promete mas não cumpre, vive mas não lembra, sente saudades mas  não admite, vê que está perdendo a luta mas não liga. Só que não se preocupa não, todos são assim, e foi erro nosso se igualar aos outros, sem nem ao menos tentarmos ser nós mesmos. Porque em meio a tudo eu ainda acredito, que se a gente conversar, ver que podemos ter a nossa própria vida e não seguir o roteiro dos outros, ainda haverá uma chance. Depende apenas de nós. Você sabe aonde me encontrar, e eu te espero.

4 comentários:

  1. Esse é o nosso erro, né?!
    Sempre nos igualar aos outros, se padronizar a sociedade. Por medo, deixamos de viver momentos, demonstrar sentimentos, sentir sensações e o pior, por insegurança ou talvez vergonha perdemos aquela pessoa que completa um quebra cabeça em nossas vidas.
    É uma triste realidade, mas só basta cada um querer para as mudanças aparecerem. Como você mencionou, tudo depende de nós!!
    Texto incrível, parabéns menina!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bem isso mesmo. Em meio a tantas contradições da vida cabe a nós, decidirmos o que fazermos com cada uma delas.
      Muito obrigada pelas palavras e fico muito feliz que tenha gostado.
      Beijos!

      Excluir

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